Arquivo da categoria: Caiu na área é pênalti!

Goleadas e o fim de um jejum

Por: Jonas Souza

Neste dia quatro de maio, tivemos a definição da maioria dos campeonatos estaduais no país, os mais importantes pelo menos acabaram neste domingo. Agora, uma pequena avaliação de todos os confrontos finais pelo país afora.

Campeonato Paulista:

Esse foi um dos jogos que não teve nem graça, aliás, graça só para os palmeirenses. A equipe aliviverde era muito superior a Ponte Preta e isso se mostrou de forma incontestável na final com um espetacular 5 a 0. Desde o começo da partida, a equipe palmeirense mostrou espírito e raça para decidir a partida. Se a equipe não foi inteiramente brilhante, teve disposição e humildade para fazer o dilatado placar.

Os gols foram conseqüência deste ímpeto e saíram de jogadas bem armadas premiando o artilheiro do campeonato Alex Mineiro, com 3 tentos e 15 no total da artilharia. Depois da vitória sobre o São Paulo, o Palmeiras já era o campeão. E além do artilheiro o Verdão contou com o melhor jogador do campeonato: o chileno Valdivia.

 Campeonato Carioca:

No Rio, outro resultado previsível, o Flamengo tem muito mais time que o Botafogo, vide quem está (e bem) na Copa Libertadores. A equipe rubro-negra fez o jogo dela e nem o primeiro gol do Botafogo interrompeu a concentração e a determinação flamenguista. Obina (sempre ele!) fez dois e o ex-São Paulo Diego Tardelli marcou um. Agora, ao Botafogo resta um torneio em que o Flamengo não está e talvez assim seja campeão.

Já o Flamengo continua na Libertadores onde tem time para ir longe. O título também premia Joel Santana. De saída para treinar a Seleção da África do Sul o técnico viu os dois jogadores que le colocou em campo durante  a partida fazer os gols da vitória e do trigésimo título carioca do Clube de Regatas Flamengo.

  Campeonato Mineiro:

Nessa decisão, a maior barbada. Depois dos 5 a 0 na primeira partida o Cruzeiro poderia ter perdido por W.O. que seria campeão. Esse confronto tem o mesmo texto que o anterior o Atlético-MG continua na Copa do Brasil e o Cruzeiro joga contra o Boca Juniors na Libertadores.

 Campeonato Gaúcho:

Internacional 8 x 1Juventude. Gol do goleiro Clémer. 8 a 1 em uma final! Sem comentários sobre quem merece ser o campeão.

 Agora, que venham as finais da Copa do Brasil, da Libertadores e o Campeonato Brasileiro que só será decidido no longinquo dezembro.


Final inédita

Por: Jonas Souza

Seguindo o exemplo de semana passada, o São Paulo estava melhor em campo. Tinha mais posse de bola e arriscava mais. Isso até os 22 minutos. Léo Lima veio solto pelo meio-campo com a bola e arriscou o chute ao gol. Rogério Ceni disse que não viu a bola e não conseguiu segura-lá. A partir daí, o jogo ficou verde.

As duas equipes tinham desfalques, pelo lado Tricolor eram o irregular Richarlyson e Zé Luis, o carrapato de Valdivia no último jogo. No Palmeiras, o volante Pierre, um dos motorzinhos da equipe também não jogava. Zé Luis fez mais flata que Pierre.

O Palmeiras durante a partida teve um Valdivia mais atuante que no último jogo, até porque a marcação de Fábio Santos foi muito inferior do que a de Zé Luis na última partida.  No São Paulo, Dagoberto e Jorge Wagner atuaram como armadores, tentando travar os volantes verdes, isolando Adriano. Júnior caia pelos dois lados do campo tentando ajudar na articulação e suprindo a deficiência de Joílson, que não atacava. Mas com os desfalques e o elenco reduzido, Muricy Ramalho teve de prender Hernanes como volante à esquerda, e mesmo assim ele ainda criou boas oportunidades, isso até o gol, que inflamou os palmeirense e abateu os são-paulinos.

Já no segundo tempo, com Borges no lugar de Dagoberto, o São Paulo tentou buscar algo além do lançamento para a cabeça de Adriano. Mas o Palmeiras soube não só respeitar o bicampeão brasileiro como resgatar a própria história. Foi encaixando contra-ataques, tentando segurar o São Paulo na frente, e, atrás, com Marcos em dias de Marcos (sobretudo nos cruzamentos, com dois passos à frente por orientação de Luxemburgo) e com os zagueiros se redimindo dos erros na primeira partida. Aos 35 minutos, com a expulsão de André Dias e a entrada desesperadora de Sérgio Mota, o São Paulo ficou completamento aberto e isso se fez valer no segundo gol.

Wendell saiu livre e tocou para Valdivia que matou o jogo. Depois, ainda houve um apagão, mais uma das confusões do jogo, que incluíu gás de pimenta no vestiário do São Paulo, o que fez o time voltar a campo mais cedo. Durante o apagando tivemos bate boca entre Muricy e Luxemburgo, um “tapa” de Rogério ceni em Valdivia e mais uma discussão de Luxa, dessa vez com o próprio Rogério.

A luz voltou só para encerrar o jogo, pois depois do fim os holofes se apagram. Agora, é Palmeiras que está há oito anos na fila contra a Ponte Preta que está a mais de cem.


Gol por direito divino.

Por: Jonas Souza

O jogo começou como o resto do campeonato. O Palmeiras pressionando sendo a equipe que não perdia há 14 jogos tentou, como vinha fazendo muito bem, atacar a “desestruturada” equipe do São Paulo ( que mais uma vez vinha desfalcado), que respondia unicamente em contra-ataques, com bem menos posse, mas ganhando no corpo e na bola as divididas.

Mas, apenas aos 11 minutos de partida, aconteceu a jogada que pode decidir o Paulistão 2008.

Começou com a jogada mais manjada do São Paulo: como ocorre sempre, o ala-meia-lateral Jorge Wagner bateu mais uma falta na área, a sua nona assistência na temporada para Adriano. O artilheiro Tricolor pulou na bola que, chegou a raspar sua cabeça e achou seu braço entrando no gol. Agora, o Imperador, como os reis da idade média que se diziam com o direito divino de governar, têm entre seus 13 gols, cinco com a perna esquerda, sete com a cabeça, e tal qual Maradona contra a Inglaterra, tal qual La Mano de Díos, um com a mão direita.

Para o árbitro Paulo César de Oliveira, o lance foi de bola no braço, não de mão na bola. O gol valeu e o São Paulo começava ganhando.

O gol, marcado depressa em um momento de domínio alviverde, desestabilizou completamente a equipe de Luxemburgo.  Mesmo com alguns poucos bons ataques e a permanência do domínio de bola, a equipe estava agressiva e ansiosa, errando muitos passes, principalmente com Diego Souza. Enquanto isso, Valdívia era completamente anulado por Zé Luis e Hernanes agilizava o meio-de-campo Tricolor com bons arranques e passes. Jorge Wagner também aquecia o ataque com seus lançamentos e cruzamentos, enquanto Dagoberto pecava em passes próximos a área. Essa situação continuou até o final do primeiro tempo.

A segunda etapa começava com novo golpe para o Palmeiras, Gustavo se enrolou com a bola, Jorge Wagner deu o combate e passou para Adriano, que com sua explosão e força ganhou de Pierre e chutou na saída de Marcos. Era apenas o fim do primeiro minuto do segundo tempo.

Após isso, o time do São Paulo parece ter se dado conta que poderia liqüidar a semifinal já no Morumbi, foi para cima do Palmeiras e ameaçou muito, mas Dagoberto continuava a errar passes e a não chutar a gol.

Luxemburgo, vendo que seu time fazia o pior jogo desta temporada, decidiu arriscar tudo. Colocou Denílson e Lenny deixando a equipe muito ofensiva, com quatro homens a frente. E um apagado Valdívia para armar o jogo.

O São Paulo continuava ainda com mais volume de jogo e se aproximava perigosamente do terceiro tento quando, aos 31, Alex Silva chutou o joelho de Lenny na área e Paulo César de Oliveira marcou pênalti. Alex Mineiro bateu, sem chances para Rogério Ceni e deu esperanças a torcida palmeirense por mais noventa minutos.  O jogo se encerrou com pressão palmeirense e uma pequena retração são-paulina.

Agora, teremos a volta no Palestra Itália, onde, o São Paulo recheado de problemas, brigas e viagens ganhou as últimas duas decisões, joga por um empate enquanto o Palmeiras decide sua vida para ir a final e sair do jejum de títulos. 


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